Em Manu-Mera, no pico da montanha timorense, há um povo glorioso que resiste à tentação fácil de migrar para a cidade. A sua escola deverá ser a sua janela para o mundo. Vamos reconstruí-la...
02 de Maio de 2014

 

Depois de uma passagem demorada, cheia de recordações e plena de significado, entre os anos de 1972 e 1974 (cerca de dois anos e três meses), Luís de Sousa Coutinho regressa agora a Timor-Leste, para concluir um capítulo importante, que ficou por cuidar. Mais propriamente da aldeia de Manu-Mera, no distrito de Ainaro, onde reencontrou uma comunidade de amigos que o volta a acolher da única forma como se vê a si próprio, um irmão, o "Irmão Luís".

 

Estará entre essa gente amiga apenas até final do mês de Agosto do presente ano. Veio e estará apenas com um propósito: colocar todos os seus meios em favor daquela comunidade, visando o seu desenvolvimento integrado e o seu bem estar.

 

Não é por acaso que a descrição inicial deste blog é a que é: "Em Manu-Mera, no pico da montanha timorense, há um povo glorioso que resiste à tentação fácil de migrar para a cidade. A sua escola deverá ser a sua janela para o mundo. Vamos reconstruí-la..."

 

Eis, assim, a sua razão de ser em Manu-Mera. Assegurar que, deixando-os em breve, como é inevitável, o fará com o conforto de deixar os dois mais belos instrumentos de suporte ao crescimento da comunidade dos homens: a ESCOLA e a IGREJA.

 

E se à Capela de Nossa Senhora de Fátima, após um trabalho persistente de toda a comunidade, faltará apenas o seu embelezamento exterior, à antiga Escola Primária de Manu-Mera faltará muito mais.

 

Conforme se poderá ver na imagem, apenas resta a estrutura das paredes sólidas, em alvenaria, que a construção portuguesa ali deixou há 40 anos.

 

A Escola Primária de Manu-Mera foi construída entre os anos de 1970 e 71. Obra dos militares portugueses estacionados no Quartel de Maubisse, foi depois gerida pelo 1º Cabo Almor Lopes, um jovem então com apenas 19 anos, vindo de uma família humilde de Trás-os-Montes (Quintela). Oferecendo-se como voluntário para esta obra social e humana, era quem ensinava na escola primária, diáriamente, lá no topo, longe de tudo e todos, a cerca de seis horas a cavalo do seu quartel de Maubisse.

 

 

Com a guerra-civil, a invasão indonésia e a retirada das tropas portuguesas, a escola viria a degradar-se a partir do ano de 1975, não tendo conhecido ocupação por parte de quaisquer autoridades desde então.

 

É este edifício, ainda solidamene erguido, que deseja ver recuperado e em pleno funcionamento, dedicado ao desenvolvimento das crianças de Manu-Mera e da sua comunidade em geral. Um abraço que se quer solidário e inclusivo.

 

Por isso tomou a iniciativa de lançar esta campanha, "Abraçar Manu-Mera", convidando os potenciais doadores a um gesto de esperança e de cumplicidade na plantação desta semente de luz e progresso onde pouco mais chega.

 

Aqui se deixa, em anexo, toda a lista de materiais de que se precisará adquirir em Díli, para levar a bom porto esse desafio, e em tempo útil (até final de Agosto), pelo que todas as doações serão canalizadas para este investimento.

 

 

A obra será feita pelo próprio Irmão Luís, em conjunto com os jovens daquela comunidade, empenhados de alma nesse projecto, pelo qual também anseiam, cientes da sua importância.

 

 

Assim, disponibilizam-se também os números das contas bancárias para onde poderão dirigir os vossos amáveis contributos.

 

Solicita-se que de todos os donativos seja dado conhecimento para o email: manu-mera@sapo.pt , juntando o nome e o contacto telefónico do doador, bem como a quantia da doação e o nome da entidade bancária de origem.

 

Para contributos a partir de Timor:

Conta CGD-BNU Timor - Nº 710399010001

Para contributos a partir de Portugal:
Conta CGD Setúbal - Nº 2092 030021900 / NIB - 0035 20920003002190041

 

Por respeito à dedicação de quantos queiram aderir a esta causa, assegura-se uma publicação amiúde, neste mesmo espaço, dos progressos que for tendo a obra, para que a mesma possa ser acompanhada.

 

Ficando, desde já, os profundos agradecimentos da comunidade de Manu-Mera.

 

 

 

 

 

 

publicado por abracarmanumera às 19:13

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MANUMERA SER UMA TURISTA EM TIMOR.
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REFERENDICIMO para o irmao LUIS. eu agradeco pelo ...
Manu-Mera muito frio tambem portugal.Icu